<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 3
          3a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em quatro
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Quarta Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03487-1

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
          Tel.: PABX (0xx11) 3613-3000
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 ~,www.editorasaraiva.com.br~,
 E-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
<P>
<F->
                               I
Sumrio

Quarta Parte

Unidade 9

O Homem e a Mquina

A bola, Luis Fernando
  Verissimo :::::::::::::::: 279
Estudo do texto :::::::::::: 282
Um pouco de gramtica: 
  conjugaes verbais ::::::: 285
Vamos produzir 
  (reescrita) ::::::::::::: 292
Dilogo entre textos: 
  Cuidados importantes e 
  Controle remoto (texto
  de um manual de 
  instrues) :::::::::::::: 294
Um pouco de gramtica: 
  e/i :::::::::::::::::::::: 305
Vamos produzir ::::::::::::: 307
Dilogo entre textos: O
   menino sem imaginao, 
  Carlos Eduardo 
  Novaes ::::::::::::::::::: 309
Um pouco de gramtica: 
  advrbio :::::::::::::::::: 319
Vamos produzir ::::::::::::: 323

Unidade 10

Alimente-se

Texto A e 
  Texto B: Cardpios ::::: 326
Estudo do texto :::::::::::: 331
Um pouco de gramtica: 
  numerais cardinais e 
  ordinais :::::::::::::::::: 333
Vamos produzir ::::::::::::: 337
Dilogo entre textos: 
  Texto A: Receita ita-
  liana  vista, Michele 
  Simonon e Franoise 
  Viroux ::::::::::::::::::: 339
Texto A: Torta de cebola
  para prender namorado, 
  Roseana Murray :::::::::: 342
Um pouco de gramtica: 
  concordncia verbal ::::::: 344
<P>
                            III
Dilogo entre textos: 
  Mandioca, o po indgena,
  Walde-Mar de Andrade e
  Silva :::::::::::::::::::: 353 
Um pouco de gramtica: 
  sobre/sob/atrs/
  /traz :::::::::::::::::::: 358
Vamos produzir ::::::::::::: 360
<F+>
<173>
<P>
<TL. P. v. apren. 3>
<T+279>
Unidade 9

O Homem e a Mquina

Conte a Seus Colegas

<R+>
 O que voc mais gosta de fazer em seus momentos de folga? Justifique a sua escolha para a classe.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<174>
A Bola

  O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma nmero 5 sem tento oficial de couro. Agora no era mais de couro, era de plstico. Mas era uma bola.
  O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou no querem magoar o velho. Depois comeou a girar a bola,  procura de alguma coisa. 
  -- Como  que liga? -- perguntou.
  -- Como, como  que liga? No se liga.
  O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
  -- No tem manual de instruo?
  O pai comeou a desanimar e a pensar que os tempos so outros. Que os tempos so decididamente outros.
  -- No precisa manual de instruo.
  -- O que  que ela faz?
  -- Ela no faz nada. Voc  que faz coisas com ela.
<175>
  -- O qu?
  -- Controla, chuta...
  -- Ah, ento  uma bola.
  -- Claro que  uma bola.
  -- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
  -- Voc pensou que fosse o qu?
  -- Nada, no.
  O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tev, com a bola nova do lado, manejando os controles de um *videogame*. Algo chamado *Monster Ball*, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de *blip* eletrnico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenao e raciocnio rpido. Estava ganhando da mquina.
  O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do p, como antigamente, e chamou o garoto.
  -- Filho, olha.
  O garoto disse "Legal" mas no desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instruo fosse uma 
<P>
boa idia, pensou. Mas em ingls, para a garotada se interessar.

<R+>
(Luis Fernando Verissimo. *Comdia da vida privada*: 101 crnicas escolhidas. Porto 
  Alegre, L & PM, 1997. 
  p. 259.)
<R->

<176>
Estudo do texto

<R+>
 1. Leia silenciosamente o texto e, em seguida, combine com mais dois colegas uma leitura dramatizada da histria. Faam um ensaio. O professor ir sortear alguns grupos para uma apresentao em classe. Neste momento, capriche na expressividade.
 2. Indique de que tipo  o narrador dessa histria e retire um trecho que comprove a sua resposta.
 3. Em quanto tempo o fato narrado provavelmente aconteceu? Justifique a sua resposta.
 4. Imagine e descreva o lugar onde essa histria aconteceu.
 5. A crnica traz como caracterstica marcante: retratar fatos da realidade de forma potica, crtica e numa linguagem coloquial. Pensando nisso, esse texto poderia ser uma crnica? Por qu?
 6. Quando o pai deu a bola de presente ao filho, que reao ele esperava que o menino tivesse? Por qu?

 7. Releia o trecho:
<R->

  "-- Como  que liga? -- perguntou. 
  -- Como, como  que liga? No se liga.
  O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
  -- No tem manual de instruo?"

  Pela reao do menino, o que voc acha que ele pensou que fosse a bola?

<R+>
 8. O que  um manual de instruo? Faa uma lista de objetos que costumam traz-lo.

 9. A palavra *legal* aparece entre aspas em trs momentos no texto.
 a) Por que ela aparece entre aspas?
 b) Pelo modo como se comportava o menino ao pronunci-la pela primeira vez, que sentimento foi revelado?

<177>
 10. Como se sentiu o pai ao perceber a reao do menino enquanto procurava o manual de instruo? Retire um trecho que comprove a sua resposta.
 11. Escreva no caderno como voc reagiria se estivesse no lugar do menino.
 12. Por que voc acha que o menino teve essa reao?
 13. Qual foi a inteno do pai quando comeou a fazer embaixadas? 
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as frases a seguir, destaque os verbos e descubra a forma como eles podem ser encontrados no dicionrio.
 a) "O pai deu uma bola de presente ao filho."
 b) O garoto agradeceu ao pai.
 c) Para o garoto a bola no fazia nada.
 d) O pai no conseguiu a ateno do filho.
 e) "A bola cheirava a nada."
 f) O pai sentiu-se chateado.

 2. Observe a terminao dos verbos da atividade anterior nas formas encontradas no dicionrio. 
 a) Escreva o que essas formas tm em comum.
 b) Separe esses verbos em trs grupos.
 c) O que voc observou para fazer a separao?
<R->

  Os verbos, nas formas encontradas no dicionrio, *como comprar, fazer, sorrir*, esto no infinitivo. 
<R+>
 Os verbos terminados em ar pertencem  1a. conjugao.
 Os verbos terminados em er pertencem  2a. conjugao.
 Os verbos terminados em ir pertencem  3a. conjugao.
<R->

<178>
<R+>
 3. Faa trs colunas em seu caderno e distribua os verbos de acordo com a conjugao (1a., 2a. e 3a.):
 pregar -- vender -- nascer --
  ficar -- dirigir -- ter --
  surgir -- cerrar -- prever -- 
  fingir -- aprender --
  inventar -- dizer -- fazer --
  freqentar -- escrever --
  comparar -- rever

 4. Descubra os verbos lendo as pistas e escreva no caderno a qual conjugao pertencem. 
 a)  antnimo de descer.
 b)  praticado no lanche, no almoo e no jantar.
 c) S pode ser feito dentro d'gua.
 d)  sinnimo de repartir.
 e) S pode ser feito nos cabelos com pente ou escova.
 f) O que a gente faz quando ouve uma boa piada.

 5. Copie o trecho do texto *A bola*, destaque os verbos, coloque-os no infinitivo e escreva a qual conjugao pertencem.
<R->

  "O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse $"Legal!$". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou no querem magoar o velho. Depois comeou a girar a bola,  procura de alguma coisa."
<P>
<R+>
 6. Procure em jornais e revistas exemplos de frases com verbos nas trs conjugaes. Se eles no estiverem no infinitivo, transforme-os.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
 
 7. Copie as frases a seguir no caderno, completando-as com o verbo *acordar* no presente...
 a) Eu ''''' cedo para ir  escola.
 b) Tu ''''' cedo para ir  escola.
 c) Ele/ela/voc ''''' cedo para ir  escola.
 d) Ns ''''' cedo para ir  escola. 
 e) Vs ''''' cedo para ir  escola.
 f) Eles/elas/vocs ''''' cedo para ir  escola.

<179>
 8. Copie as frases, completando-as com o verbo *acordar* no pretrito.
 a) Ontem, eu ''''' tarde.
 b) Ontem, tu ''''' tarde.
 c) Ontem, ele/ela/voc ''''' tarde.
 d) Ontem, ns ''''' tarde.
 e) Ontem, vs ''''' tarde.
 f) Ontem eles/elas/vocs ''''' tarde.

 9. Copie as frases, completando-as com o verbo *acordar* no futuro.
 a) Amanh, eu ''''' tarde.
 b) Amanh, tu ''''' tarde.
 c) Amanh, ele/ela/voc ''''' tarde.
 d) Amanh, ns ''''' tarde.
 e) Amanh, vs ''''' tarde. 
 f) Amanh, eles/elas/vocs ''''' tarde.

 10. Copie as frases, completando-as com o verbo *escrever* no presente.
 a) Eu ''''' todos os dias.
 b) Tu ''''' todos os dias. 
 c) Ele/ela/voc ''''' todos os dias. 
 d) Ns ''''' todos os dias. 
 e) Vs ''''' todos os dias.
 f) Eles/elas/vocs ''''' todos os dias.

 11. Copie as frases, completando-as com o verbo *escrever* no pretrito. 
 a) Ontem, eu ''''' uma carta.
 b) Ontem, tu ''''' uma carta. 
 c) Ontem, ele/ela/voc ''''' uma carta.
 d) Ontem, ns ''''' uma carta. 
 e) Ontem, vs ''''' uma carta.
 f) Ontem, eles/elas/vocs ''''' uma carta.

<180>
 12. Copie as frases, completando-as com o verbo *escrever* no futuro.
 a) Amanh, eu ''''' uma carta.
 b) Amanh, tu ''''' uma carta.
 c) Amanh, ele/ela/voc ''''' uma carta.
 d) Amanh, ns ''''' uma carta.
 e) Amanh, todos ''''' uma carta.
 f) Amanh, eles/elas/vocs ''''' uma carta.

 13. Copie as frases, completando-as com o verbo *sentir* no presente.
 a) Eu ''''' saudades de voc.
 b) Tu ''''' saudades de mim?
 c) Ele/ela/voc ''''' falta da me?
 d) Ns ''''' saudades da escola.
 e) Vs ''''' vontade de dormir.
 f) Eles/elas/vocs ''''' vontade de comer doce.
 
 14. Copie as frases, completando-as com o verbo *sentir* no pretrito.
 a) Ontem, eu ''''' saudades de voc.
 b) Ontem, tu ''''' saudades de mim?
 c) Ontem, ele/ela/voc ''''' falta da me?
 d) Ontem, ns ''''' saudades da escola.
 e) Ontem, vs ''''' vontade de dormir.
 f) Ontem, eles/elas/vocs ''''' vontade de comer doce.

 15. Copie as frases, completando-as com o verbo *sentir* no futuro.
 a) Amanh, eu ''''' saudades de voc.
 b) Amanh, tu ''''' saudades de mim?
 c) Amanh, ele/ela/voc ''''' falta da me?
 d) Amanh, ns ''''' saudades da escola.
 e) Amanh, vs ''''' vontade de dormir.
 f) Amanh, eles/elas/vocs ''''' vontade de comer doce.
<R->

<181>
Vamos produzir 

  Reescreva o texto *A bola* do ponto de vista do menino. D destaque a alguns detalhes:
<R+>
 o que o menino sentiu quando ganhou o presente; 
 o que o pai sentiu quando mostrou a bola ao filho;
 como o menino via o pai tentando chamar a sua ateno, mostrando a bola ou fazendo as embaixadas;
 alteraes verbais;
 pontuao adequada tanto dos dilogos como dos trechos narrados.
<R->  
  Depois de terminado, troque o caderno com um colega e observe o texto dele. Assinale a lpis o que voc acha que ele fez de errado ou que poderia ser melhorado. Escreva um bilhete dizendo o que achou da reescrita dele.
  Observe o comeo e continue:

 A bola

  Meu pai me deu uma bola de presente. Na hora em que eu vi aquele objeto...
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc sabe o que  um manual de instruo, no sabe?
 O que voc acha que vem escrito nele?
 Em que situaes as pessoas costumam l-lo?
 O que voc faria se ganhasse um brinquedo com que fosse impossvel brincar sem a leitura do manual?
<R->

<182>
Cuidados importantes

  Leia todas as instrues relativas ao seu aparelho e guarde-as para futuras referncias. Siga todas as instrues e advertncias marcadas no aparelho.

<R+>
 _`[{texto referente ao manual de instruo mostrando algumas figuras de um aparelho de televiso sofrendo com sua m utilizao. Texto descrito a seguir._`]
<R->

<R+>
 No instale o seu televisor em superfcies instveis. Televisores modernos tendem a concentrar a maior parte de seu peso na parte frontal. Caso no haja equilbrio estvel, podem cair e causar acidentes.
 Evite expor seu televisor a temperaturas elevadas.
 Posicione o cordo de fora fora das reas de movimentao das pessoas para evitar que seja danificado ou possa provocar quedas. No coloque nenhum mvel sobre o cordo de fora; qualquer dano ao cordo de fora pode fazer com que os fios fiquem expostos (desencapados), causando risco de choque ou incndio.
 No coloque videocassete ou outro tipo de equipamento sobre o televisor, pois este no foi projetado para suportar o peso excedente. Alm disso, um aparelho poder interferir eletricamente no outro, o que pode provocar mau funcionamento em ambos.
<183>
 Desligue o cordo de fora e o cabo da antena sempre que o aparelho ficar sem uso por tempo prolongado, ou quando houver descargas atmosfricas (relmpagos).
 No instale seu aparelho embutido em qualquer lugar, a menos que haja ventilao suficiente. Esta condio ser satisfeita mantendo-se uma distncia de no mnimo 10 cm em todos os lados.
 No exponha seu televisor  chuva ou umidade. So prticas perigosas que possibilitam o risco de choques eltricos ou de incndio.
 No obstrua orifcios de ventilao nem instale o aparelho sobre camas ou outras superfcies macias.
 No remova a tampa traseira nem deixe cair objetos nos orifcios da ventilao do gabinete. Isso  perigoso, pois pode resultar em choque eltrico ou provocar incndio. Alerte as crianas quanto ao risco de introduzir objetos em aparelhos eletrodomsticos.
 Para desligar o cordo de fora da tomada, puxe-o pelo plugue, nunca pelo cabo. 
<184>
 No instale ou guarde o seu aparelho em lugares empoeirados; as altas  voltagens e temperaturas no interior do televisor atraem e retm poeira. Excesso de poeira interna pode causar incndio.
 No coloque vasos ou copos sobre o aparelho. Lquidos derramados em seu interior, podem resultar em choques eltricos e riscos de incndio. Se algum lquido cair sobre o aparelho, desligue-o da tomada e chame o Servio Autorizado.
 Desligue o cordo de fora da tomada antes de iniciar a limpeza do seu televisor. O gabinete deve ser limpo com pano macio levemente umedecido com gua e, logo aps, seco completamente com o mesmo tipo de pano usado para a limpeza. No utilizar detergentes que contenham benzol, gasolina ou lquidos limpa-vidros. No utilize lquidos ou solues abrasivas. Assegure-se de que o televisor esteja completamente seco antes de ligar novamente o cordo de fora  rede.
 Ligue o aparelho somente em redes que estejam dentro da faixa de voltagem indicada no gabinete. Lig-lo em redes fora da faixa nele especificada diminuir a sua vida til, alm de ocasionar risco de choque eltrico ou incndio.
<185>
 Ajuste somente os controles que esto descritos no manual de instrues. Ajustes indevidos de outros controles internos podero provocar danos que necessitaro dos servios de um tcnico apropriado.

(Manual do Usurio da TV Mitsubishi)
<R->
<P>
<R+>
 1. Para que serve esta parte do manual de instruo?
 2.  importante ler estas informaes assim que se adquire o aparelho ou somente quando ele apresentar algum problema? Justifique a sua resposta.
 
 3. D o significado das expresses em destaque, escrevendo no caderno. 
 a) No instale o seu televisor em *superfcies instveis*.
 b) Televisores modernos tendem a concentrar a maior parte de seu peso na *parte frontal*.
 c) Evite expor seu televisor a *temperaturas elevadas*.
 d) No coloque nenhum mvel sobre o *cordo de fora*.
 e) No obstrua *orifcios de ventilao*.
 f) Alerte as crianas quanto ao risco de *introduzir objetos em aparelhos eletrodomsticos*.
 g) As altas voltagens e temperaturas no interior do televisor atraem e *retm poeira*.

 4. Explique a importncia das ilustraes na 1a. parte do texto. 
 5. O que voc achou da linguagem desse tipo de texto? Voc faria alguma modificao? Qual?
<R->

<186>
Controle remoto

Instalao das pilhas

  Antes de usar o controle remoto, as pilhas devem ser instaladas.

  1. Retire o controle remoto de sua embalagem e as 2 pilhas tipo "AA".
  2. Remova a tampa do compartimento de pilhas.
  3. Coloque as pilhas no compartimento observando as suas polaridades.
  4. Verifique periodicamente o estado das pilhas quanto a vazamentos ou pontos de oxidao.
<P>
Cuidados com o seu controle
  remoto 

<R+>
 No misture pilhas novas com pilhas usadas.
 No tente recarregar pilhas j gastas.
 No limpe seu controle remoto com solventes (lcool, benzina, tner). Use apenas pano levemente umedecido com gua.
 No exponha o seu controle remoto  chuva ou umidade.
 Evite quedas e batidas do seu controle remoto.
<R->

<187>
<R+>
_`[{desenho de um controle remoto Mitsubishi mostrando a funo de cada tecla. Descrio a seguir_`]
<R->

Tecla Mudo

<R+>
 1 toque -- reduz o volume pela metade
 2 toques -- reduz o volume integralmente
 3 toques -- retorna ao volume normal
<R->

Tecla *display*
  Mostra na tela:
<R+>
 1 toque -- canal e posio de memria
 2 toques -- condio do 
  *timer*
 3 toques -- imagem normal
<R->

Teclas de seleo de canais
<R+>
 Para selecionar os canais de 2 a 9, pressione a tecla do canal desejado. Para selecionar os canais de 10 a 29, pressione a tecla 1 -- ou 2 -- e em seguida uma das teclas de 0 a 9. Para selecionar o canal 30 pressione diretamente a tecla 0/30.
<R->

Tecla de seleo de canais
<R+>
 Seleciona canais para baixo e para cima
<R->

Tecla Menu
<R+>
 Seleciona/cancela menus
<R->
<P>
Tecla apaga
  Cancela menus

Tecla TV/AV
  Seleciona TV/AV

Teclas Funo
<R+>
 Seleciona para cima e para baixo os itens do menu
<R->

Teclas volume/ajuste
<R+>
 Aumenta ou diminui o volume
 Ajusta itens do menu
<R->

  Nota: a tecla TV/AV somente opera no modelo TC-2198

<R+>
(Manual do Usurio da TV Mitsubishi)
<R->

<188>
<R+> 
 1. Para que serve esse tipo de texto?
 
 2. Retire do texto *Controle remoto* sinnimos das palavras ou expresses abaixo:
 a) remova
 b) olhe
 c) de vez em quando
 d) diminui
 e) escolher
 f) aperte o boto

 3. Escolha trs palavras da atividade anterior e crie frases para cada uma delas.
 4. Explique, em seu caderno, o que  um controle remoto.
 5. Escreva no caderno uma lista de objetos que um controle remoto costuma acompanhar.
 6. Escreva qual  a importncia do desenho nesse tipo de texto.
 7. Observe que nessas duas partes do manual de instruo, *Cuidados importantes* e *Controle remoto*, as informaes foram escritas em itens. Explique por que foi escolhida essa forma de apresentao.
 
 8. Observe os verbos destacados:
 a) *Retire* o controle remoto de sua embalagem.
 b) *Remova* a tampa do compartimento de pilhas.
 c) *Coloque* as pilhas no compartimento.
 d) *Verifique* periodicamente o estado das pilhas.
     Que idias eles transmitem?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as palavras a seguir, completando-as:
 a) '''ngole
 b) arr'''pio
 c) p'''riquito
 d) '''mpatou
 e) pt'''o
 f) camp'''o
 g) crn'''o
 h) cr'''ador
 i) pr'''vilgio
<R->

  Junto com um colega, confiram a grafia das palavras consultando o dicionrio. Se acertaram todas, parabns! Se erraram, corrijam-nas no caderno.

<189>
<P>
<R+>
 2. Qual foi a dificuldade encontrada na atividade 1?
 
 3. Copie as frases a seguir, completando-as com algumas das palavras da atividade 1.
 a) No circo, o palhao ''''' fogo. 
 b) Senti ''''' de frio.
 c) O ''''' verde est com o ''''' ferido. 
 d) O time ''''' o jogo e no foi o ''''' 
 e) Os alunos brincam no ''''' 

 4. Escreva as palavras a seguir, completando-as com *e* ou *i*. Se tiver dvida, consulte o dicionrio ou pea ajuda ao professor.
 a) corr'''mo
 b) abeno'''
 c) pontu'''
 d) maqu'''agem
 e) prev'''nido
 f) quas'''
 g) '''mpinar
 h) mago'''
 i)  prm'''o
 j) '''ngraado
 l) camp'''onato 
 m) p'''orar

 5. Escolha trs palavras da atividade anterior e crie frases para cada uma delas.

 6. Forme palavras em seu caderno, organizando as slabas a seguir.
 pe-lho-em-ci  
 sem-te-di-a-re  
 pres-im-so
 ga-se-rin 
 fi-do-a-con-des
 re-di-o
 bu-do-em-ti 
 gra-mi--fo-me
<R->

Vamos produzir

  Pense em um objeto que o acompanha todos os dias na escola. Elabore um manual de instruo para ele. Lembre-se das ilustraes que voc observou e que tambm poderiam aparecer em seu texto.
  Ateno  linguagem utilizada nesse tipo de texto e na organizao da apresentao de cada item.
  No final, troque de texto com um colega e observe se ele no esqueceu de algum detalhe importante. Siga o roteiro da pgina seguinte.

<190>
<R+>
 Pensou em todos os detalhes de funcionamento do objeto?
 Colocou as informaes organizadas ao longo da pgina?
 As ilustraes ficaram claras, bem-feitas, ajudando a identificar as partes demonstradas?
 Conseguiu lembrar de todas as precaues para prevenir possveis acidentes ou utilizaes inadequadas?
 As palavras utilizadas foram escritas corretamente? 
<P>
     Escreva a lpis suas observaes para o colega e o que achou do trabalho dele.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc gosta de assistir  televiso?
 Quantas horas voc gasta em frente  TV?
 Quais so os seus programas preferidos? Por qu?
<R->

O Menino sem Imaginao

   verdade: no tenho imaginao e no ligo a mnima para isso. Minha me no tem emprego; minha tia no tem marido; meu av no tem carro; minha irm no tem peito; meu pai no tem telefone celular; o cego Raiban no tem viso. Sempre falta alguma coisa s pessoas e nem por isso elas parecem de mal com a vida. Maria, a empregada, no tem estudo e no conheo ningum mais alegre do que ela.
  A falta de imaginao no me faz diferente dos garotos da minha idade. Ela no est  vista como a falta de cabelo ou de uma perna e ningum que me veja na rua ou na escola poder dizer: "L vai um menino sem imaginao!".
<191>
  Tenho memria, isso eu tenho; no sou desmiolado feito muita gente; tenho inteligncia, rapidez de raciocnio e, mais que tudo, capacidade de observao, mas no h jeito de criar e combinar imagens na minha telinha interior.
  Li uma vez que imaginao " a aptido para representar objetos ausentes e combinar imagens". Sou capaz de desenhar e descrever objetos ausentes, desde que j tenha visto eles antes. Se disserem: "Desenhe um espelho", vou no arquivo da minha memria e reproduzo ele direitinho no papel. Se tiver, porm, que desenhar algum entrando num espelho, que nem minha irm disse que aconteceu com Alice, eu no consigo porque nunca vi e no sei como uma pessoa pode atravessar um espelho.
  -- Como  isso, mana?
  --  s imaginar -- disse ela, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
<192>
  Liguei minha telinha interior e apareceu uma cena familiar: minha imagem refletida no espelho do armrio do quarto, que  onde vejo se estou arrumado para sair.
  -- Agora imagine que o espelho tenha ficado macio feito gase -- ela repetia o texto de Alice --, assim ser possvel atravess-lo...
  No sei como  um espelho "macio feito gase". Para mim todo espelho  feito de vidro metalizado que reproduz as coisas colocadas diante dele. Mas mesmo que quisesse atravessar no poderia porque -- para meu espanto -- eu j estava do lado de l, ou seja: s havia minha imagem no espelho.
  -- Se sua imagem est refletida -- disse ela --, voc *tem* que estar na frente do espelho!
  -- Mas no estou!
  Minha irm reagiu incrdula e brincou:
  -- Talvez a cmera da sua telinha interior esteja muito fechada e s tenha enquadrado sua imagem no espelho.
  Minha cabea fez um clique, como se fosse um projetor, e passou para outro *slide*: agora eu podia "ver" o quarto quase todo, a porta do espelho aberta, mas ainda assim eu continuava fora da telinha. Descrevi a cena para minha irm.
<193>
  -- Deixe de bobagem, Tavinho. Todo mundo pode se ver. 
  -- Mas eu no consigo!
  -- Somos ns quem comandamos nossa imaginao! Se quiser posso aparecer na minha telinha de vrias maneiras diferentes!
  Surpreendi-me:
  -- Voc quer dizer em uma nica imagem? -- perguntei.
  -- Claro! Estou imaginando agora minha turma fazendo prova e imagino que toda ela tem a minha cara.
  -- Como assim?
  -- No sou uma: eu sou vrias. Experimente se imaginar assim...
  Novamente liguei a telinha da imaginao e "vi" minha turma do colgio na sala de aula. Estavam todos l com suas respectivas caras, menos eu que no tinha cara, nem corpo, nem nada: minha carteira estava vazia. "Vi" a turma na telinha como se eu estivesse de p na frente da sala de aula.
  -- E ento? -- perguntou a mana.
<194>
  -- Acho que no fui  aula nesse dia -- brinquei.
  -- Pois eu estou sentada em todas as carteiras, com roupas e cabelos diferentes.
  Era difcil de acreditar. Quando a mana comeou a falar pensei que estivesse dividindo sua tela interior em quadrinhos, como vejo s vezes na televiso. O que ela fez, no entanto, ia mais longe. Era algo que a televiso com toda a sua tecnologia seria incapaz de reproduzir.
  Desisti de tentar me "ver". Definitivamente eu no conseguia aparecer na minha telinha a no ser,  claro, em imagens retidas na memria, de filmes, fotografias e situaes diante do espelho.
  Na poca no suspeitei que essa minha impossibilidade estivesse ligada  falta de imaginao.
  Descobri que no tinha imaginao no dia em que a professora pediu  classe para desenhar uma galinha.
  Quem j tinha encontrado uma galinha antes s teve o trabalho de "colar" da memria. Mas, e quem nunca tinha visto um bicho desses? A professora sugeriu que usssemos a imaginao em cima de algumas informaes.
<195>
  -- A galinha  uma ave pequena -- disse ela --, asas curtas, bico recurvado, dois ps, uma crista carnuda e recoberta de penas. Vamos ver quem  capaz de imaginar!
  Acionei minha telinha e foram surgindo imagens guardadas na memria: um bico de tucano, duas asas de anjo, dois ps de pato e, um espanador cheio de penas na crista de uma onda. No  possvel, pensei, que juntando todas essas coisas aparea uma galinha.
  Eu j tinha comido galinha, mas aos pedaos, e no me lembro de ter encontrado entre eles os ps, o bico, a crista nem as penas. No tinha memria dessas partes. Ao "rever" na telinha a imagem da travessa com a galinha, localizei as asas, que no gosto de comer. Juntei as asas com as coxas e o pescoo, mas no deu certo. Tornei a reunir as coxas com o peito, cobri com as penas do espanador e a surgiu um bico na telinha: s que um bico de mamadeira.
  A turma toda j tinha entregue seus desenhos e eu continuava quebrando a cabea para conseguir combinar as imagens. Para no entregar a folha em branco, ento, resolvi desenhar um galeto que sempre vejo assando na porta da padaria. A professora olhou curiosa e perguntou o que era aquilo.
  -- Uma galinha morta! -- respondi.
<196>
  Ela elogiou minha inteligncia e disse que eu tinha muita imaginao.
  Em casa todos tambm acham que sou um garoto cheio de imaginao. Mame vive afirmando que "Tavinho  muito criativo e quando crescer vai ser um artista". Ela diz isso porque me v desenhando naves espaciais e seres de outros planetas. Ela s no sabe que copio tudo da televiso.
  -- Que voc est desenhando, filho?
  -- Um andride!
  Mame pega o papel e sai orgulhosa pela casa:
  -- Vejam! No  incrvel? Desenhar um andride nessa idade! Fantstica a imaginao desse menino!
  Nunca contei a ningum que no tenho imaginao. Para falar a verdade, vivo muito bem sem ela: a televiso imagina tudo por mim.

<R+>
(Carlos Eduardo Novaes. *O menino sem imaginao*. So Paulo, tica, 1995. p. 7 a 12. Srie Sinal Aberto.)
<R->

<197>
<R+>
 1. Faa uma leitura silenciosa e escreva no caderno as palavras que voc desconhece. Procure descobrir o significado pelo sentido apresentado no texto e, depois, verifique no dicionrio se acertou. 
 2. Que tipo de texto  esse? 
 3. Quem narra a histria? Retire um trecho que comprove a sua resposta.
 4. O que o menino acha dele mesmo?
 5. Agora, escreva o que as pessoas com as quais o menino convive acham dele. Explique por que elas pensam assim.
 6. Pelo que voc leu no texto, explique a diferena entre *memria* e *imaginao*.

 7. Releia o trecho a seguir: "(...) no h jeito de criar e combinar *imagens* na minha *telinha* interior."
 a) O que o menino quis dizer neste trecho?
 b) Observando as palavras destacadas, explique por que o menino as utiliza.

 8. Escreva o que Tavinho quis dizer quando afirmou que a televiso imagina tudo para ele.
 9. Voc acha que a televiso estava sendo prejudicial para o menino? Por qu?
 10. Compare os textos *A bola* e *O menino sem imaginao*, observando a inteno dos autores ao escrev-los. O que h em comum entre eles?
 11. O texto que voc acabou de ler  o primeiro captulo do livro *O menino sem imaginao*. O que voc acha que pode ter acontecido ao menino? 
<R->

<198>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia o dilogo a seguir:
<R->

  -- Cad o telefone que estava aqui?
  -- Eu coloquei l.
  -- J procurei ali e no o encontrei. No era pra ningum tirar o telefone daqui. 

  Copie no caderno as palavras que passam a idia de lugar.

<R+>
 2. Observe as duas frases:
 Liguei para ela.
 No liguei para ela.
     O que foi alterado na segunda frase?
<P>
 3. Observe o texto abaixo: 
<R->

 Mame,
  *Ontem* combinei com a Fernanda de brincarmos *hoje* na casa dela. Estou indo *agora* pra l. No fique preocupada porque volto *j, j*. *Logo* estarei em casa.
 Um beijo,
 Marina

  Que idia as palavras destacadas no texto transmitem?

<199>
  As palavras destacadas nas atividades anteriores chamam-se *advrbios*. Eles tm a funo de modificar o verbo e acrescentar uma idia a ele.
  Conhea outros advrbios e o que eles indicam:
  1. *lugar*: aqui, ali, l, c, abaixo, acima, atrs, perto, longe, dentro, fora.
  2. *modo*: assim, depressa, devagar etc., e a maior parte dos que terminam em *-mente* -- rapidamente, docemente etc.
  3. *intensidade*: muito, pouco, bastante, mais, menos etc.
  4. *dvida*: talvez, provavelmente, possivelmente etc.
  5. *afirmao*: sim, certamente etc.
  6. *negao*: no, nunca, jamais etc.
  7. *tempo*: j, agora, hoje, ontem, amanh, depois etc.

<R+>
 4. Reescreva as frases a seguir no caderno, destacando os advrbios:
 a) Agora os computadores esto sendo mais utilizados.
 b) A maioria das pessoas gosta muito dos computadores. 
 c) J, j vocs vo saber da novidade.
 d) Depois ela nos contar a ltima fofoca. 
<p>
 5. Copie as frases, completando-as com advrbios de lugar.
 a) A vassoura est ''''' da 
  porta. 
 b) Minha casa fica ''''' daqui.

 6. Copie as frases, completando-as com advrbios de *negao, tempo* e *lugar*.
 a) ''''' quero bagun-
  a ''''' ''''' 
 b) Voc ''''' vir com seus amigos ''''' para '''''?

 7. Copie as frases, completando-as com advrbios de *tempo*.
 a) ''''' fomos ao cinema.
 b) ''''' estou cansado de jogar bola.
 c) ''''' ser o meu aniversrio.

 8. Agora, copie as frases, completando-as com advrbios de *intensidade*.
 a) Marta est ''''' bonita que antes!
 b) Neste ltimo ano, Marcela cresceu ''''' 
 c) As mquinas de escrever so ''''' lentas do que os computadores.
 d) O tempo gasto pelas crianas na frente da televiso aumen-
  tou ''''' 
<R->

<200>
Vamos produzir

Parte 1

<R+>
_`[{oito figuras, descritas a seguir._`]
<R->

  Figura 1: um homem dirigindo o seu carro e falando ao celular.
  Figura 2: uma famlia reunida na sala assistindo televiso.
  Figura 3: um casal observando um computador.
  Figura 4: alguns meninos jogando futebol num campinho de areia, com traves feitas de madeira.
  Figura 5: uma mulher utilizando um microondas.
<p>
  Figura 6: um casal lendo para seus filhos.
  Figura 7: pai e filho brincando de pipa na praia.
  Figura 8: um idoso segurando seu cachorro, sentado em um banquinho, conversando com duas crianas num jardim.

  Observe as imagens e pense nas vantagens que o progresso tecnolgico trouxe para as pessoas. Pense tambm nas possveis desvantagens que o mau uso dessa tecnologia pode trazer como conseqncia.
  Comece essa atividade em casa, perguntando aos seus pais ou responsveis sobre o que acham de tudo isso. Mostre as imagens acima.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<201>
Parte 2
  Com todo esse material em mos, vamos fazer um debate?
<p>
  A classe ser dividida em dois grupos: um a favor da tecnologia (mostrando suas vantagens); outro, contra (mostrando as conseqncias do mau uso).
  No final, voc far o registro das idias com as quais concorda, formulando a sua opinio.

Sugestes de leitura

  1. *Histrias para acordar*, Dila Frate, Companhia das Letrinhas.
  2. *Com os olhos no futuro*, Loureno Diafria, Ceres.
  3. *O menino sem imaginao*, Carlos Eduardo Novaes, tica.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<202>
<P>
Unidade 10

Alimente-se!

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Qual a sua comida preferida?
 Onde voc pode encontr-la?
 Antes de comprar algo, voc costuma pesquisar preos?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<203>
<F->
Cardpios

Texto A

Restaurante do Chico

SALADAS
110 -- Salada de alface,
  tomate, cebola e
  azeitona :::::::::::::: R$4,95
111 -- Salada
  mista ::::::::::::::::: R$6,20
112 -- Salada  moda
  da casa ::::::::::::::: R$9,40
<P>
113 -- Maionese de
  Legumes :::::::::::::: R$4,90
114 -- Maionese de
  frango :::::::::::::::: R$6,90

PORES
120 -- Batatas 
  fritas :::::::::::::::: R$4,90
121 -- Calabresa :::::: R$7,40
122 -- Fil
  aperitivo :::::::::::: R$8,90
123 -- Fil de pescada
  aperitivo ::::::::::::: R$8,90
124 -- Mandioca
  frita ::::::::::::::::: R$5,40
125 -- Azeitonas :::::: R$4,40

CARNES
130 -- Contrafil com
  fritas :::::::::::::::: R$9,40
131 -- Contrafil 
  moda ::::::::::::::::: R$16,40
132 -- Contrafil com
  alho e brcolis :::::: R$16,40
133 -- Fil de frango
  grelhado :::::::::::::: R$7,90
<P>
134 -- Fil de frango
  com batatas
  fritas ::::::::::::::: R$10,40
135 -- Fil de frango
   moda ::::::::::::::: R$18,90

Entrega em domiclio

<204>
Restaurante do Chico

MASSAS 
140 -- Nhoque ao
  sugo ::::::::::::::::: R$10,20
141 -- Nhoque aos
  quatro queijos ::::::: R$12,00
142 -- Spaghetti ao
  alho e leo :::::::::: R$11,20
143 -- Spaghetti ao
  sugo ::::::::::::::::: R$11,20
144 -- Talharim aos
  quatro queijos ::::::: R$12,00
145 -- Lasanha verde 
  bolonhesa :::::::::::: R$12,10
146 -- Lasanha aos
  quatro queijos ::::::: R$12,30
<P>
BEBIDAS
150 -- Refrigerante em
  lata :::::::::::::::::: R$1,30
151 -- Suco de
  frutas :::::::::::::::: R$1,50
152 -- gua mineral
  (copo) :::::::::::::: R$0,75

SOBREMESAS
160 -- Frutas (melo,
  mamo, abacaxi, salada
  de frutas) ::::::::::: R$2,00
161 -- Pssego em
  calda ::::::::::::::::: R$2,50
162 -- Pudins ::::::::: R$2,50
163 -- Tortas ::::::::: R$2,50

PROCON: 1512

<205>
TEXTO B

LANCHONETE PARASO

Lanches
-- Hambrguer
  simples ::::::::::::::: R$4,15
<P>
-- Hambrguer
  especial :::::::::::::: R$5,40
-- Americano ::::::::::: R$5,40
-- Cheese-brguer :::::: R$2,40
-- Cheese-salada ::::::: R$2,90
-- Cheese-tudo ::::::::: R$4,10
-- Misto-quente :::::::: R$2,20
-- Bauru ::::::::::::::: R$2,30
-- Churrasco ::::::::::: R$3,90

Sucos naturais e 
  vitaminas
-- Laranja ::::::::::::: R$1,30
-- Abacaxi ::::::::::::: R$1,50
-- Morango ::::::::::::: R$1,50
-- Maracuj :::::::::::: R$1,50
-- Caju :::::::::::::::: R$1,50
-- Umbu :::::::::::::::: R$1,50
-- Limo ::::::::::::::: R$1,50
-- Melo ::::::::::::::: R$1,50
-- Graviola :::::::::::: R$1,50
-- Acerola ::::::::::::: R$1,50
-- Vitamina
  especial :::::::::::::: R$2,00

gua e refrigerante
-- gua mineral 
  (garrafa) ::::::::::: R$0,95
-- gua mineral 
  (copo) :::::::::::::: R$0,75
-- Refrigerantes 
  (lata) :::::::::::::: R$1,20
-- Refrigerantes 
  (copo) :::::::::::::: R$0,95
-- gua tnica ::::::::: R$0,95
-- gua tnica 
  (lata) :::::::::::::: R$1,20
-- Gatorade :::::::::::: R$2,00

Sorvetes
-- Taa simples :::::::: R$3,40
-- Colegial :::::::::::: R$4,10
-- Sundae :::::::::::::: R$4,90
-- Milk-shake :::::::::: R$4,50
-- Vaca-preta :::::::::: R$4,50
-- Frap ::::::::::::::: R$4,50
-- Banana-split :::::::: R$5,40

Fazemos entregas em domiclio
<F+>

<206>
Estudo do texto

<R+>
 1. Para que servem esses textos?
 2. Pelos itens apresentados nos dois textos, poderamos classific-los como cardpios de restaurantes vegetarianos? Por qu?
 3. Retire dos cardpios palavras escritas em lnguas diferentes da nossa e explique por que so utilizadas aqui no Brasil.
 4. Observe todos os itens dos cardpios apresentados e, a partir deles, identifique o tipo de estabelecimento comercial que os serve.
 5. Agora que voc j identificou os estabelecimentos, crie um nome adequado a cada um deles.
 6. Explique o significado da expresso * moda*, presente em alguns pratos do primeiro cardpio.
 7. Em sua opinio, por que os pratos do texto A so antecedidos de nmeros?
 8. Justifique por que o primeiro cardpio (texto A) foi dividido nas sees SALADAS, PORES, CARNES, MASSAS, BEBIDAS, SOBREMESAS.
<P>
 9. Escreva em seu caderno as palavras que do nome s sees em que o segundo cardpio (texto B) est organizado.
 10. Pesquise o significado da sigla PROCON e responda por que aparece seu telefone.
 11. Voc considera importante saber os preos de todos os itens? Por qu?
<R->

<207>
Um pouco de gramtica

  Observe:
<F->
Nhoque ao sugo :::::::: R$10,20
Nhoque aos quatro
  queijos ::::::::::::: R$12,00 
Lasanha verde 
  bolonhesa :::::::::::: R$12,10 
Fil de frango
  grelhado ::::::::::::: R$7,90
<F+>

<R+>
_`[{dilogo de um casal num restaurante._`]
<R->

  A mulher sentada segurando o cardpio diz ao seu marido:
  -- "Querido, temos que escolher um prato entre essas *quatro* opes do cardpio."
  O homem fala: 
  -- "Pela minha fome eu como, no mnimo, *dois* deles! Ai, que fome!" 

<R+>
 1. Que idia as palavras em destaque transmitem?

 2. Essas palavras so classificadas como numerais. Por que voc acha que elas recebem esse nome?
 _`[{duas figuras. Descrio a seguir._`]
<R->

  Figura 1: desenho de um elevador lotado de pessoas, destacando a numerao dos andares: T, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.
  Figura 2: trs atletas num pdio, destacando a ordem de classificao: 1o., 2o. e 3o..                         

<208>
<p>
<R+>
 3. Escreva em seu caderno os numerais presentes nas ilustraes da pgina anterior.

 4. Observe o conjunto abaixo:

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::
l  12,00; 10,20; 4; 2;  _
l  1; 2; terceiro         _
h::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 a) Copie, em seu caderno, os numerais deste conjunto que indicam ordem. 
 b) Copie, agora, os numerais do conjunto que indicam quantidade.
<R->

  *Numerais* so palavras que indicam *nmeros*. Os numerais que indicam *quantidade* so chamados *cardinais* e os que indicam *ordem* so chamados *ordinais*. 

<R+>
 5. Elabore uma frase que contenha um numeral cardinal.
 6. Agora, elabore uma frase com um numeral ordinal.

 7. Escreva por extenso, em seu caderno, os numerais pedidos:
 a) 10+6=16  
 b) 10+7=17 
 c) 10+8=18
 d) 10+9=19

 8. Voc est cercado de nmeros: nmero de chamada, data de nascimento, nmero de calado, de roupa, nmero de documento. Cite outras situaes em que os numerais apaream em sua vida.

 9. Copie as frases seguintes e, ao lado de cada uma delas, classifique as palavras destacadas como numeral *ordinal* ou *cardinal*.
 a) Na lista de chamada ele  nmero *dezoito*.
 b) Sheila ganhou *duas* camisetas.
 c) Ele foi o *quinto* aluno a entregar a prova.
 d) A editora doou *duzentos* livros  escola.
 e) Meu time  o *terceiro* 
  colocado no campeonato.

<209>
 10. Copie as frases abaixo, escrevendo por extenso os numerais que esto entre parnteses:
 a) Natlia  a (5a.) aluna da fila.
 b) Bruno ganhou (12) bolinhas de gude no jogo.
 c) Fbio j leu (36) pginas do livro.
 d) Este  o (16o.) dia do ms. 
 e) Paguei (60) centavos pelo lpis. 
 f) Ele foi o (8o.) colocado no concurso.
 g) Vieram (16) laranjas na sacola.
<R->

Vamos produzir

  Imagine que voc tenha sido convidado a criar um cardpio para um restaurante. Antes de pensar nos pratos e seus preos, voc ter que escolher o tipo de estabelecimento, para poder inventar um cardpio adequado. Pode ser um restaurante vegetariano, uma lanchonete, um restaurante italiano etc.
  Depois de definido o tipo de restaurante, faa uma lista das opes de pratos e bebidas que ele poder oferecer.
  Se quiser, faa uma pesquisa de preos para que o cardpio parea bem real.
  Crie um visual interessante, recortando figuras de pratos para ilustrar seu cardpio, e d um nome apropriado para o seu restaurante ou lanchonete.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Nunca se esquea:

<R+>
 Voc criou sees para organizar os pratos em seu cardpio?
 Colocou os preos?
 Os pratos combinam com o tipo de estabelecimento que voc 
  escolheu?
 O visual criado para o cardpio est caprichado?
 H alguma palavra escrita incorretamente?
<R->

<210>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j observou algum adulto cozinhar? 
 Sabe quais so os tipos de alimentos mais saudveis?
 Voc gosta desses alimentos?
<R->

Texto A

Receita italiana  vista!

Ingredientes
<R+>
 -- 500 g de macarro de sua preferncia
 -- leo e sal
 -- 250 g de creme de leite fresco
 -- 1 copo de leite
 -- cebola, manteiga
 -- 150 g de queijo ralado
 -- 200 g de presunto
 -- salsinhas
<R->

Preparo
  Com a ajuda de um adulto, ponha no fogo uma panela grande cheia de gua, com uma colher de sopa de sal. Quando a gua ferver, coloque o macarro para cozinhar, mexendo, de vez em quando, com uma colher de pau para no grudar. Aguarde o tempo de cozimento indicado na embalagem e pea para um adulto ajudar a escorrer o macarro. Acrescente nele 2 colheres de leo, misture e tampe para no esfriar.

<211>
Molho
  Derreta uma colher (de caf) de manteiga em uma frigideira, em fogo baixo. Coloque a cebola picadinha. Quando ela estiver frita, acrescente o creme de leite fresco, o leite e uma pitadinha de sal. O molho fica pronto quando esquentar bem (no deixar ferver).
<p>
  Coloque, ento, o macarro numa travessa, regue-o com o molho quentinho e polvilhe um pouco de queijo ralado. Enfeite com tiras de presunto e um ramo de salsinhas.
  Viva os italianos e *buono appetito*!

<R+>
(Michele Simonon e Franoise Viroux. *J sei cozinhar*! -- livro de receitas para jovens e crianas. Adaptao de Vera Faria Bernardes. Belo Horizonte, Leitura, 1998. 
  p. 29.)
<R->

<R+>
 1. Para que serve esse tipo de texto?
 2. Em quantas partes esse texto pode ser dividido?
 3. Explique por que ele  dividido dessa forma.
 4. Escreva o que voc entende da expresso a seguir: "Derreta uma colher (de caf) de manteiga..."
 5. Escreva outros exemplos semelhantes aos da expresso acima.
 6. Vamos supor que voc quisesse fazer somente a metade da receita proposta. Qual das duas partes do texto sofreria alguma alterao?
 7. Explique o que quer dizer a expresso "*buono appetito*!", no final do texto, e por que ela foi utilizada. 
<R->

<212>
<R+>
Texto B

Torta de cebola para prender
  namorado

 Minha av j dizia
 que homem se prende
  pela boca
 os tempos esto mudados
 hoje so muito diferentes
 os namorados
 mas pelo sim pelo no
 vai neste poema uma torta 
 caprichada
 faa a massa com farinha
 manteiga uma gema de ovo
 e de sal uma pitada
 depois corte um quilo
 de cebolas gradas
 (aproveite para chorar antigas mgoas esquecidas) 
 ponha margarina na panela
 e deixe a cebola dourar
 bata trs ovos inteiros
 e despeje tudo l dentro
 ponha queijo ralado
 alguns segredos delicados
 e bastante noz-moscada
 assim est pronto o recheio
 agora  s assar em forno brando
 e servir bem quente (...)

(Roseana Murray. *Fruta no ponto*. So Paulo, FTD, 1997. p. 37.)
<R->

<213>
<R+>
 1. O texto *Torta de cebola para prender namorado*, ao contrrio do texto *Receita italiana  vista*!, no possui a quantidade dos ingredientes. Explique essa diferena.

 2. Qual foi a inteno da autora ao escrever esse texto? Copie a resposta em seu caderno.
 a) Divertir o leitor, brincando com o texto de receita.
 b) Informar como se faz uma torta de cebola.

 3. Compare os textos *Receita italiana  vista*! e *Torta de cebola para prender namorado*. Quais so as diferenas quanto ao tipo de texto que eles apresentam?
<R->

Um pouco de gramtica

  Observe:
  Papai gosta de pizza.
  Papai e mame gostam de pizza.

<R+>
 1. Explique o que aconteceu com o verbo na segunda frase.

 2. Siga o exemplo do quadro, transformando as frases a seguir em seu caderno:
 a) Vov adora ficar com os 
  netos.
 b) A leoa atacou o domador.
 c) O tio veio almoar conosco.
 d) A atriz trabalha em comerciais de televiso.

 3. Passe para o plural. Veja o exemplo:
     *Eu gosto* de ler jornal. *Ns gostamos* de ler jornal.
     Continue em seu caderno: 
 a) *Voc acompanha* as notcias.
 b) *Eu costumo* dormir cedo.
 c) *Ela conhece* a histria do Brasil.

<214>
 4. No *presente* do verbo *estar*, use: *estou, ests, est, estamos, esto*.
     Copie as frases em seu caderno, completando com o presente do verbo *estar*:
 a) Eu ''''' pronto para sair.
 b) Tu ''''' disposto hoje?
 c) Ele ''''' na secretaria da escola.
 d) Ns ''''' na classe.
 e) Vocs ''''' todos convidados para minha festa.
 
 5. No *pretrito* do verbo *estar*, use: *estive, estiveste, esteve, estivemos, estiveram*.
     Agora, escreva as frases no caderno, completando com o pretrito do verbo *estar*: 
 a) Voc ''''' nadando na piscina. 
 b) Tu ''''' na casa da vov?  
 c) Eu ''''', na semana passada, no stio. 
 d) Ns ''''' l, no ms anterior.
 e) Elas ''''' aqui.

 6. No *futuro* do verbo *estar*, use: *estarei, estars, estar, estaremos, estaro*.
     Copie as frases abaixo em seu caderno, completando-as com o futuro do verbo estar:
 a) Eu ''''' em Porto Belo, nas frias.
 b) Tu ''''' danando a uma hora dessas... 
 c) Ela ''''' com voc amanh!
 d) Ns '''''  beira da piscina no final de semana.
 e) Eles ''''' satisfeitos?
   O verbo *ser*  um dos que voc mais usa. Vamos aprender a conjug-lo?
 
 7. No *presente*, use: *sou, s, , somos, so*. 
     Copie em seu caderno, completando com o presente do verbo *ser*:
 a) Eu ''''' responsvel. 
 b) Tu ''''' esforado? 
 c) Ele ''''' estudioso?
 d) Ns ''''' amigos.
 e) Elas ''''' aplicadas.

<215>
 8. No *pretrito*, use: *fui, foste, foi, fomos, foram*.
     Agora, escreva as frases no caderno, completando com o pretrito do verbo *ser*:
 a) Eu ''''' sua colega no ano passado.
 b) Tu ''''' fiel  promessa?
 c) Ela ''''' delicada na resposta.
 d) Ns ''''' solidrios no dia do acidente.
 e) Eles ''''' timos companheiros de viagem.

 9. No *futuro*, use: *serei, sers, ser, seremos, sero*.
     Faa o mesmo, completando com o futuro do verbo *ser*: 
 a) Eu ''''', no prximo ano, sua colega de classe.
 b) Tu ''''' sempre fiel  promessa?
 c) Ele ''''' o ganhador do campeonato pelo nmero de pontos.
 d) Ns ''''' responsveis pelo acampamento.
 e) Eles ''''' os escolhidos para o jogo de amanh.
 
 10. Reescreva as frases no caderno, completando-as com o verbo *sair* no tempo indicado entre parnteses:
 a) Todos os dias eu ''''' de casa s 7 h para ir  escola. (presente)
 b) Laura e Valria ''''' com a Sheine. (pretrito)
 c) O nibus ''''' s 18 h. (futuro)
 d) Meus pais ''''' de Santos amanh. (futuro)
 e) Ontem tu ''''' tarde do trabalho? (passado)
 f) Ns ''''' juntos todos os domingos. (presente)

<216>
 11. Alguns verbos do texto a seguir foram retirados. Escolha no grupo de verbos o mais adequado para substituir as ''''' Preste ateno na concordncia com os outros termos presentes.
  -- adorava -- brigou --
  traz -- descobri -- achei --
   -- achavam -- lembra --
  fico -- esqueci -- vejo --
  vou -- entende -- volta -- sinto
<R->
<P>
Meu pai

  Todos os dias, quando ele ''''' do trabalho, ''''' um sonho de padaria para mim. No comeo eu ''''' o sonho. Agora j enjoei, mas no digo nada para ele, porque ''''' cheia de alegria, quando ''''' ele apontando na esquina, com o embrulhinho de sonho pendurado no dedo.
  Se ele todos os dias ''''' de comprar meu sonho,  porque acha que eu ''''' gostar muito, no posso dizer que no gosto mais. 
  Papai nunca ''''' comigo. Nunca mesmo. Ele ''''' tudo o que eu ''''' e cuida sempre da minha alegria.
  Papai ''''' o melhor pai que j conheci. Os pais dos meninos l da rua no parecem nem um pouco com ele. Ele ''''' o melhor, muito melhor.  o melhor pai que existe.
  Eu sempre ''''' isto, e, um dia, ''''' que outras pessoas 
<P>
tambm ''''' Senti um orgulho to grande dele que jamais '''''

<R+>
(Neli de Brito Luna. *Rua sem sada*. Belo Horizonte, Editora Comunicao, 1979 -- adaptado.)
<R->

<R+>
 12. O texto abaixo saiu com alguns errinhos de concordncia verbal. Encontre-os e releia o texto, corrigindo-o.
<R->

Mariana

  (...)
  Cristina, Ded e Paulinho sentou no cho pra descansar e Mariana resolveram colher umas flores pra levar pra vov Zefa, antes de ir almoar.
  Ali perto era o caminho das flores. Caminho certinho de cheiro gostoso, com margaridas, flores do mato, uma rosa de vez em quando... muita coisa pra cheirar. Perfume pra todos os gostos: doces, muito doces, pouco doces, suaves, fortes...
  Estavam tudo muito quieto. S as pedras do caminho, por onde Mariana passavam, faziam barulho.
  E enquanto iam colhendo uma a uma, escolhendo bem, Mariana ia lembrando da ltima travessura com a av. Dessa vez, ela havia colocado um sapo dentro da caixa de costura da v. Quando a coitada da velha abri a caixa, pra fazer suas "costurinhas", o sapo mais que depressa pularam bem em cima dela. E o pior  que v Zefa tem um medo de sapo que se pla. O jeito agora era consertar com flores o susto da v. 
  O buqu ficaram bonito depois de pronto. Mariana foi at o rio e respingou as flores com gua. Flor respingada ficam mais bonita ainda. Parece que saiu do banho e o perfume ficam mais forte.
<P>
  Voltou pelo caminho correndo. Estava morrendo de fome.
  (...)

<R+>
(Eliane Ganen. *Uma cidade fora do mapa*. Rio de Janeiro, Jos Olympio, 1989. p. 6. -- adaptado.)
<R->

<218>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc conhece alguma histria que contenha uma explicao mgica para as coisas? Se conhecer, conte-a para a classe.
<R->

Mandioca
 O po indgena

  Mara era uma jovem ndia, filha de um cacique, que vivia sonhando com o amor e um casamento feliz. Em noites quentes, enquanto todos dormiam, deitava-se na rede ao relento e ficava a contemplar a Lua, alimentando seu desejo de tornar-se esposa e me. Porm, no havia na tribo jovem algum a quem daria seu corao.
  Certa noite, Mara adormeceu na rede e teve um sonho estranho. Um jovem loiro e belo descia da Lua e dizia que a amava. O sonho repetiu-se muitas vezes e ela acabou por apaixonar-se. Entretanto, no o contou a ningum. O jovem, depois de lhe haver conquistado o corao, desapareceu de seus sonhos como por encanto, deixando-a mergulhada em profunda tristeza.
<219>
  Passado algum tempo, a filha do cacique, embora virgem, percebeu que esperava um filho. Contou ento a seus pais o que sucedera; a me deu-lhe seu apoio, mas o severo pai, no acreditando no que ouvira, passou a desprez-la.
  Para surpresa de todos, Mara deu  luz uma linda menina, de pele muito alva e cabelos to loiros quanto a luz do luar. Deram-lhe o nome de Mandi e na tribo ela era adorada como uma divindade.
  Pouco tempo depois, a menina adoeceu e acabou falecendo, deixando todos amargurados. Somente seu av, que nunca aceitara a netinha, manteve-se indiferente. Mara sepultou a filha em sua oca, por no querer separar-se dela. Desconsolada, chorava todos os dias, de joelhos diante do local, deixando cair leite de seus seios na sepultura. Talvez assim a filhinha voltasse  vida, pensava. At que um dia surgiu uma fenda na terra de onde brotou um arbusto. A me surpreendeu-se; talvez o corpo da filha desejasse dali sair. Resolveu ento remover a terra, encontrando apenas razes muito brancas, como Mandi, que, ao serem raspadas, exalavam um aroma agradvel.
<220>
  Naquela mesma noite, o jovem loiro apareceu em sonho ao cacique, revelando a razo do nascimento de Mandi. Sua filha no mentira. A criana havia vindo  Terra para ter seu corpo transformado no principal alimento indgena. O jovem ensinou-lhe como preparar e cultivar o vegetal.
  No dia seguinte, o cacique reuniu toda a tribo e, abraando a filha, contou a todos o que acontecera. O novo alimento recebeu o nome de Mandioca, pois Mandi fora sepultada na oca.

<R+>
(Walde-Mar de Andrade e Silva. *Lendas e mitos dos ndios brasileiros*. So Paulo, FTD, 1999. p. 16.)
<R->

<R+>
 1. Leia silenciosamente o texto e escreva em seu caderno as palavras que voc no conhece. Pergunte a seus colegas se eles sabem o significado dessas palavras e, juntos, procurem sinnimos para elas.
 2. Como Mara  descrita logo no incio do texto?

 3. Observe o trecho: "*Certa noite*, Mara adormeceu..."  Retire do texto expresses como a destacada acima, que marcam a passagem do tempo na histria.
<221>
 4. Explique como os pais de Mara reagiram assim que souberam da gravidez da menina.
 5. Aps a reao dos pais, como voc acha que ela se sentiu?

 6. Observe o trecho:
     "Para surpresa de todos, Mara deu  luz uma linda menina, de pele muito alva e cabelos to loiros quanto a luz do luar. Deram-lhe o nome de Mandi e na tribo ela era adorada como uma divindade."
 a) Copie em seu caderno os adjetivos presentes no trecho acima.
 b) Qual  a importncia dos adjetivos nesse trecho? 
 c) Copie a frase em que h uma comparao. 
 d) O que h em comum entre os cabelos loiros da menina e a luz do luar?
 e) Explique o significado da palavra *divindade*.
<p>
 7. Explique o que  uma *oca*. 
 8. Qual acontecimento fez o pai de Mara perdo-la?
 9. Depois que o pai a perdoou, como voc imagina que ela se sentiu?
 10. Copie o trecho do penltimo pargrafo do texto que explica a razo do nascimento de Mandi.
 11. Explique por que o novo alimento recebeu o nome de *mandioca*.
<222>
 12. Por que essa histria pode ser considerada uma lenda?
 13. Qual  o assunto comum entre os textos *Cardpios, Receita italiana  vista! e Mandioca -- o po indgena*? 
<R->

Um pouco de gramtica

  Observe as palavras destacadas nas frases abaixo:
  *Sobre* a antiga cama da vov coloquei vrias bonecas.
  *Sob* a antiga cama da vov repousava meu cozinho.

<R+>
 1. Explique a diferena entre as duas palavras.

 2. Reescreva as frases em seu caderno, completando-as com *sobre* ou *sob*.
 a) O televisor estava ''''' a mesa da sala. 
 b) A camisa, as meias e a cala foram colocadas ''''' a cama. 
 c) Ricardo escondeu a revista ''''' o colcho.
 d) O vaso est ''''' a mesa. 
 e) Ele caminhou vrias horas ''''' o sol.

<223>
 3. Escreva no caderno quatro frases empregando as palavras *sobre* e *sob*.

 4. Observe, agora, as palavras destacadas nas frases abaixo:
<R->

  Hoje a vida  melhor que um sculo *atrs*.
  O homem inteligente *traz* progresso  *humanidade*.

  Explique a diferena entre as duas palavras.

<R+>
 5. Copie as frases seguintes e complete-as com as palavras *atrs* e *traz* (com *z*):
 a) Mayara gosta de esconder-se ''''' da cortina.
 b) Bruno ''''' sempre muita tarefa para casa.
 c) O homem ficou ''''' da porta.
 d) Os meninos esto sempre ''''' de aventuras perigosas.
 e) A professora ''''' muitas canetas na bolsa.

 6. Escreva no caderno uma frase empregando a palavra *traz* e outra empregando a palavra *atrs*.
<R->

Vamos produzir

  De todas as histrias que voc leu e ouviu durante este ano, procure se lembrar daquela que mais lhe agradou. Reescreva-a em seu caderno, procurando retomar os detalhes. 
  Depois de reescrita a histria, conte-a para a classe e diga por que ela foi a sua escolhida.

<224>
Sugestes de leitura

  1. *Fruta no ponto*, Roseana Murray, FTD.
  2. *J sei cozinhar!* -- livro de receitas para jovens e crianas, Michele Simonon e
 Franoise Viroux, Leitura.
  3. *Lendas e mitos dos ndios brasileiros*, Walde-Mar de Andrade e Silva, FTD.

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Fim da Obra

<R+>
Programa Nacional do Livro Didtico -- PNLD 2004 
  FNDE/MEC Cdigo: 212872 Tipo: --  
<R->

<T->
<P>
<P>
<F->
HINO NACIONAL

Letra: Joaquim Osrio Duque
  Estrada
Msica: Francisco Manoel da
  Silva 

Ouviram do Ipiranga as margens
  plcidas
De um povo herico o brado
  retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios
  flgidos,
Brilhou no cu da Ptria nesse
  instante. 

Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com brao
  forte,
Em teu seio,  Liberdade, 
Desafia o nosso peito a prpria
  morte! 

 Ptria amada,
Idolatrada, 
Salve! Salve! 
<p>
Brasil, um sonho intenso, um raio
  vvido
De amor e de esperana  terra
  desce, 
Se em teu formoso cu, risonho e
  lmpido,
A imagem do Cruzeiro resplande-
  ce. 

Gigante pela prpria natureza, 
s belo, s forte, impvido co-
  losso, 
E o teu futuro espelha essa gran-
  deza. 

Terra adorada, 
Entre outras mil,
s tu, Brasil, 
 Ptria amada! 

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil! 

<P>
Deitado eternamente em bero
  esplndido,
Ao som do mar e  luz do cu
  profundo,
Fulguras,  Brasil, floro da
  Amrica,
Iluminado ao sol do Novo
  Mundo! 

Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos, lindos campos tm
  mais flores;
"Nossos bosques tm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais
  amores".

 Ptria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de amor eterno seja
  smbolo
O lbaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta
  flmula
-- Paz no futuro e glria no
  passado.

Mas, se ergues da justia a clava
  forte,
Vers que um filho teu no foge 
  luta,
Nem teme, quem te adora, a pr-
  pria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
s tu, Brasil,
 Ptria amada!

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil!
<F+>

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

